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NOVO ATAQUE NA ESCOLA ACONTECE E BRASIL PARECE SOLIDIFICAR UMA NOVA TENDÊNCIA DE VIOLÊNCIA

Em 19 de junho, o outro ato de violência ocorreu em uma escola brasileira. Um ex-aluno de 21 anos abriu fogo na Escola Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé, no norte do Paraná, e matou dois alunos. Ele foi detido por um limpador de piscina que estava por perto e ouviu os tiros. O atirador foi encontrado morto na prisão no dia seguinte. Este ano já acumula o maior número de ataques em escolas.

O ataque

O ex-aluno usou um revólver calibre 38, adquirido em Rolândia, e entrou na escola com 50 munições e sete pentes. Para ter acesso à unidade, ele afirmou que pretendia solicitar seus documentos escolares. Ele então foi ao banheiro e, ao sair, iniciou o ataque. Após ferir pelo menos dois jovens, acabou sendo dominado.

O caso

Segundo o delegado da Polícia Civil de Londrina, Fernando Amarantino Ribeiro, o ex-aluno disse que sofreu bullying quando frequentava a escola (até 2014) e que teria planejado o ataque, nos últimos meses, para se vingar. Ele alegou que, durante o período em que estudou na faculdade, da 1ª à 7ª série, sofreu bullying de alunos que tinham a sua idade na época, 15 anos. Seu objetivo hoje era atacar os jovens dessa faixa etária.

Ainda, segundo Ribeiro, o atirador alegou ter sido diagnosticado com esquizofrenia e fazer acompanhamento na Secretaria de Saúde de Rolândia (PR), outra cidade vizinha, onde morava.

Vistorias

Levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz aponta que 2023, em seis meses, já registra o maior número de ataques em escolas brasileiras pelo menos desde 2002. Desde então, 25 foram cadastrados, sendo 7 somente neste ano. O recorde anterior foi alcançado no ano passado, com seis casos. Antes disso, em 2019, foram três ataques dentro de instituições de ensino. Os casos parecem estar se intensificando a cada ano.

Outros tipos de violência

A diretoria de uma creche no centro de São Paulo registrou um boletim de ocorrência após a área ao redor da unidade ser pichada com ataques e frases racistas. No dia 10 de junho, postes ao redor da Escola Municipal Monteiro Lobato foram pintados com mensagens racistas agressivas e desenhos que faziam referência a atividades realizadas dentro da unidade.

Operação segura da escola

Ministro da Justiça continua com a operação Escola Segura, uma parceria entre o Ministério da Justiça, a Polícia Federal e 27 delegacias especializadas em crimes cibernéticos. Desde 5 de abril, 368 jovens foram detidos ou apreendidos, no caso dos adolescentes, por ameaçar ou planejar ataques a escolas através das redes sociais, seja em grupos ou individualmente.

Fonte: Valor; Instituto Sou da Paz; O Globo [1], [2]; Folha de SP.

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