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Na quarta-feira (26/10), O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Alexandre de Moraes decidiu rejeitar a ação apresentada pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre um suposto boicote de rádios na veiculação de sua propaganda eleitoral. Moraes disse que a ação de Bolsonaro não tem provas e é baseada em levantamento de uma empresa “não especializada em auditoria”. O ministro destacou a possível “o cometimento de um crime eleitoral.
O caso
Na segunda-feira (24/10), O presidente Jair Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão da propaganda eleitoral de Lula no rádio estações em todo o país, alegando que emissoras estariam deixando de veicular os anúncios de campanha para sua reeleição no Nordeste.
A resposta das rádios
As rádios apontam discrepâncias entre o número e os horários das inserções identificadas pela empresa Audiência, contratada pela campanha de Bolsonaro, e o que realmente foi veiculado. Eles alegam que possuem as gravações dos dias mencionados no relatório e que estão disponíveis para serem questionados pelas autoridades. Pelo menos 6 das 8 rádios citadas pela campanha contestaram os dados apresentados pela campanha de Bolsonaro.
Sistema limitado
O relatório apresentado pela campanha de Jair Bolsonaro (PL) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se baseia em um sistema que não capta o sinal direto de rádio e pode não pegar todos os anúncios. O sistema de monitoramento utilizado capta o sinal das rádios online, não da transmissão original. As empresas não são obrigadas a transmitir peças políticas na transmissão online. O sistema identifica os trechos de áudio que são cadastrados manualmente pela empresa. Se houver falha ou erro no cadastro, ele não consegue monitorar. O monitoramento pode ser afetado por falhas de sinal ou retransmissão.
Crime Eleitoral
O ministro destacou a possível “o cometimento de um crime eleitoral. com o objetivo de atrapalhar o segundo turno das eleições em sua última semana” e encaminhou o caso para ser avaliado no âmbito da investigação das “milícias digitais”, que é denunciada pelo próprio no STF (Supremo Tribunal Federal).
Terceira rodada?
Comentaristas políticos e críticos de Bolsonaro acreditam que este caso foi uma tentativa da campanha de obter um “fato novo” e abalar as eleições em sua última semana, tentando ganhar votos e reverter a posição de Bolsonaro nas pesquisas – a maioria dos resultados indicou que ele perderá as eleições. Além disso, ao alegar que sua campanha foi prejudicada por um número inferior de anúncios, ele poderia abrir caminho para uma terceira rodada.



