Dos 147 bairros mapeados na cidade do Rio de Janeiro, 36 registraram aumento nos roubos de veículos, incluindo três localizados na Zona Sul. Em termos percentuais, Humaitá registrou um aumento expressivo de 50% ao comparar o primeiro semestre de 2025 com o mesmo período do ano anterior. A recém-criada Zona Sudoeste, oficialmente estabelecida em setembro, faz sua estreia no Mapa do Crime na segunda edição da ferramenta interativa do GLOBO. Nessa área, Praça Seca se destacou com o maior aumento percentual nos roubos de veículos: os casos registrados mais que dobraram, passando de 56 para 126 ocorrências ao comparar o primeiro semestre de 2024 com o mesmo período de 2025.
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Zona Sudoeste
De janeiro a junho deste ano, o número de roubos de veículos também duplicou em Vila Valqueire, passando de 38 para 80 casos em comparação com o mesmo período de 2024. Uma tendência semelhante foi observada em Vargem Pequena, onde, apesar dos números absolutos mais baixos, os casos subiram de sete para 14. Em Grumari, foi registado um roubo de veículo nos primeiros seis meses de 2025, enquanto que nenhum incidente deste tipo foi reportado durante o mesmo período do ano passado.
Bairros na Zona Sudoeste
Segue abaixo a lista dos dez bairros da Zona Sudoeste que registraram os maiores aumentos percentuais em roubos de veículos durante o primeiro semestre deste ano.
- Vargem Grande registrou aumento de 25%, com 10 casos.
- Gardênia Azul também teve aumento de 25%, com 10 casos.
- Barra da Tijuca registrou alta de 30.3%, totalizando 43 casos.
- Jacarepaguá registrou alta de 41.8%, com 95 casos.
- Taquara registrou um aumento de 47.8%., com 133 casos.
- Curicica registrou aumento de 74.3%, com 61 casos.
- Freguesia de Jacarepaguá registrou aumento de 75%, com 14 casos.
- Vargem Pequena teve aumento de 100%, com 14 casos.
- Vila Valqueire registrou um aumento de 110.5%., com 80 casos.
- A Praça Seca liderou o ranking com um aumento de 125%., totalizando 126 casos.
Zona Sul
Outro bairro da Zona Sul que registrou aumento nos roubos de veículos foi o Flamengo, onde os registros subiram de 28 casos no primeiro semestre de 2024 para 30 casos entre janeiro e junho deste ano. São Conrado, que não teve ocorrências registradas no primeiro semestre do ano passado, contabilizou cinco casos no mesmo período de 2025. Comparando os primeiros semestres de 2024 e 2025, outros bairros da Zona Sul mantiveram os mesmos números — como Gávea (dois casos em cada período), Ipanema (três), Jardim Botânico (dois), Rocinha (nenhum caso), Urca (dois) e Vidigal (nenhum caso) — ou apresentaram queda no indicador.
Números Absolutos
Em termos absolutos, Botafogo registrou o maior número de roubos de veículos na Zona Sul de janeiro a junho deste ano, com 43 casos, praticamente o mesmo que os 44 casos registrados no mesmo período do ano passado. Copacabana, por sua vez, figurou entre os bairros com menor incidência, com apenas um caso no período, assim como Cosme Velho e Leme.
Bairros na Zona Sul
Abaixo, segue o número de roubos de veículos registrados por bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro, de janeiro a junho de 2025.
- Botafogo registrou 43 casos.
- O Flamengo registrou 30 casos.
- Laranjeiras registrou 22 casos.
- Humaitá registrou 6 casos.
- Catete registrou 5 casos.
- Lagoa registrou 5 casos.
- São Conrado registrou 5 casos.
- Leblon teve 4 casos.
- Glória registrou 3 casos.
- Ipanema registrou 3 casos.
- Gávea registrou 2 casos.
- O Jardim Botânico registrou 2 casos.
- Urca registrou 2 casos.
- Copacabana registrou 1 caso.
- Cosme Velho teve 1 caso.
- Leme registrou 1 caso.
- Rocinha registrada em casos.
- Vidigal não registrou nenhum caso.
Análise:
Os dados recentes sobre roubos de veículos no Rio de Janeiro revelam uma clara mudança espacial na atividade criminosa, com a recém-definida Zona Sudoeste emergindo como um ponto crítico crescente. Aumentos percentuais acentuados em bairros como Praça Seca, Vila Valqueire, Curicica e Taquara sugerem que os criminosos estão adaptando suas rotas e alvos, provavelmente em resposta a mudanças nos padrões de policiamento, na mobilidade urbana e nas oportunidades locais. Embora algumas dessas áreas ainda registrem números absolutos menores do que os tradicionais centros de criminalidade, o ritmo de crescimento indica uma fase inicial de consolidação que, se não for abordada, pode evoluir para corredores de roubo contínuos.
Na Zona Sul, o panorama é mais estável, mas não totalmente tranquilizador. Embora a maioria dos bairros tenha mantido números estáveis ou em declínio, picos isolados em locais como Humaitá e o surgimento de casos em São Conrado apontam para a vulnerabilidade de áreas tradicionalmente consideradas de menor risco.
De modo geral, os dados sugerem que o roubo de veículos no Rio está se tornando mais disperso, em vez de concentrado em alguns pontos críticos tradicionais. Os grupos criminosos parecem estar priorizando áreas com acesso mais fácil, menor controle situacional e rotas de fuga que ligam zonas residenciais às principais vias expressas.



