Na quarta-feira (02/08), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou o primeiro corte de juros desde agosto de 2020. O comitê reduziu a taxa básica de juros do país (Selic) em 0.5 ponto percentual — de 13.75% para 13.25% ao ano. O colegiado do BC antecipou que prevê novo corte de 0.5 ponto percentual na próxima reunião, em setembro, e da mesma intensidade nas reuniões seguintes. A notícia pode representar uma nova fase de aprimoramento das relações entre o governo e a autoridade monetária. Desde que assumiu o cargo, o presidente Lula criticou o Banco Central, principalmente seu presidente – nomeado durante o mandato de seu rival político – por manter a Selic bastante alta, o que dificultava o plano de desenvolvimento econômico do governo.
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Pedido do Governo
A movimentação feita pelo colegiado correspondeu pela primeira vez aos apelos do governo Lula, que vinha pressionando o BC por um corte de 0.5 ponto percentual na taxa Selic.
A decisão do Copom ocorreu em meio a críticas insistentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de integrantes do governo federal ao atual patamar da Selic. A avaliação é de que o índice inibiu o crescimento econômico.
Alívio para o governo
O ciclo de corte da taxa Selic iniciado nesta semana pelo Banco Central vai gerar economia nas despesas com juros da dívida pública e permitir um menor crescimento da dívida pública brasileira.
A redução das despesas acontecerá porque mais de 40% da dívida brasileira em títulos públicos, que somou R$ 6.19 trilhões em junho deste ano, está atrelada aos juros básicos da economia.
Melhorando os Relacionamentos
Na quarta-feira (02/08), O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a queda da taxa Selic ajudará no desenvolvimento sustentável e fez comentários positivos sobre o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Haddad disse que a decisão de Neto de votar a favor da redução da taxa Selic (…) foi “(…) uma posição técnica, não uma concessão ao governo”.
Fonte: Folha de SP; G1 [1], [2].



