O mais famoso cracolândia em São Paulo —atualmente concentrado na Rua dos Protestantes, no centro da cidade— não é a única aglomeração de dependentes químicos da capital paulista ou do estado. Na cidade do Rio de Janeiro, a prefeitura mapeou 50 pontos de consumo de drogas na cidade.
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Outros
São Paulo tem 72 concentrações de usuários de drogas, classificadas pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicana) como “áreas de atenção”. Eles são espalhados por 47 bairros.
Dados levantados pelo governo no início de 2023 mostram que — no estado — existem 160 cracolândias, divididas em 45 cidades.
Maioria da Periferia
A maior parte dos locais de consumo de drogas fica na periferia da cidade de São Paulo. 20 na Zona Leste, 14 na Zona Norte, 6 na Zona Sul e apenas um na Zona Oeste, no Rio Pequeno.
Parque Novo Mundo
Parque Novo Mundo, na Zona Norte, foi o bairro com mais incidências de pontos fora do centro, com quatro no total. Está localizado no encontro da rodovia Presidente Dutra com a rodovia Tietê, em área cercada por armazéns. Duas favelas atravessam a região, a Funerária e o Marcone.
Outros 15 pontos estão no centro: seis em Campos Elíseos, quatro em Santa Ifigênia, dois em Consolação e Liberdade e um em Sé. As cracolândias também estavam localizadas no Alto de Pinheiros e Pinheiros, áreas nobres da Zona Oeste.
Alguns pontos do Rio
No Maracanã, próximo ao estádio e à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), dependentes químicos consomem a droga sob as passarelas das estações de trem e metrô.
No bairro Botafogo, há duas vagas ocupadas por moradores de rua e usuários de drogas, na Rua Mena Barreto e em frente ao Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio.
Internação compulsória
Em dezembro do ano passado, a Prefeitura do Rio anunciou um novo plano de ação para atender a população em situação de rua, denominado “Seguindo em Frente”. O projeto prevê, entre outras medidas, a internação compulsória de usuários de drogas. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que houve 34 internações compulsórias e 640 involuntárias neste ano no Rio.
Análise:
A concentração de usuários de drogas em São Paulo e no Rio de Janeiro evidencia um grave problema de saúde pública, exigindo ações coordenadas e multifacetadas.
As populações em risco, como os sem-abrigo e os consumidores de drogas, são frequentemente marginalizadas e não têm acesso a serviços essenciais de saúde, habitação e emprego. A abordagem repressiva pode exacerbar a vulnerabilidade destas pessoas sem abordar as causas subjacentes ao consumo de drogas, como a pobreza, o trauma e a falta de oportunidades. Isto não só afecta directamente estas populações, mas também tem repercussões para a sociedade como um todo, incluindo o aumento da criminalidade, a sobrecarga dos serviços de saúde e a perpetuação das desigualdades sociais.
A eficácia a longo prazo destas políticas depende da implementação de um sistema abrangente que inclua tratamento, reintegração social e apoio contínuo. A colaboração entre governos, ONG e comunidades locais é essencial para desenvolver estratégias sustentáveis.
Fontes: G1, A Folha de SP.



