A taxa de positividade — proporção de testes que retornam um resultado positivo — para dengue atingiu seu maior nível desde maio do ano passado em laboratórios privados em todo o Brasil no final de março. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), responsável por 80% dos exames diagnósticos realizados no sistema de saúde suplementar do país.
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Taxa de Positividade
Segundo a associação, a taxa de positividade permaneceu estável em torno de 20% — o que significa que 2 em cada 10 testes confirmaram uma infecção por dengue. No entanto, a taxa voltou a subir nas últimas semanas. Entre 16 e 22 de março, atingiu 28.9%. A Abramed informou que esse aumento reflete um aumento significativo na circulação do vírus da dengue em todo o país.
Casos no Brasil
Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde mostram que, até 29 de março, o Brasil já havia notificado 824,400 mil casos prováveis de dengue em 2025, além de 468 mortes confirmadas. Mais 723 mortes ainda estavam sob investigação. Esses números indicam mais mortes relacionadas à dengue nos primeiros três meses de 2025 do que em anos inteiros como 2017, 2018 e 2021. Em 2024, o Brasil vivenciou um surto de dengue sem precedentes, batendo recordes com 6.6 milhões de casos confirmados e quase 6,300 mortes em todo o país.
Análise:
O aumento nas taxas de positividade para dengue em laboratórios privados em todo o Brasil sugere um novo aumento na circulação do vírus, apontando para a persistência da epidemia. O aumento de estáveis 20% para quase 29% no final de março indica um número crescente de infecções, reforçando as preocupações sobre a disseminação da doença à medida que o Brasil entra nos meses de pico de transmissão.
O alto número de casos e fatalidades no primeiro trimestre de 2025 sugere um cenário de piora, especialmente considerando que as mortes relacionadas à dengue já ultrapassaram os totais do ano inteiro de surtos anteriores. A comparação com 2024 — quando o Brasil registrou sua pior epidemia de dengue — sugere que o país pode enfrentar outro ano crítico, a menos que medidas de contenção sejam intensificadas.
Fontes: O Globo.



