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Na terça-feira (05/07), durante reunião ministerial, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o sistema eleitoral brasileiro. O presidente convidou para a reunião o deputado federal Filipe Barros, que teria apresentado supostas fragilidades do sistema de votação e reiterado teses que foram negadas pelo TSE no passado. As críticas foram apoiadas pelos ministros.
O contexto
Bolsonaro condicionou, em suas declarações públicas, a legitimidade das eleições à aceitação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de sugestões para o sistema eleitoral proposto pelas Forças Armadas. As sugestões incluiriam medidas para monitorar o sistema de votação com computadores próprios das Forças Armadas. Na reunião, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio, falou sobre as propostas feitas ao TSE. Ele disse que vai apresentar uma espécie de cronograma para que a Justiça responda questões que, segundo ele, ainda não foram esclarecidas.
Potenciais Ações Violentas
Na quarta-feira (06/07), O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, disse que as Forças Armadas não estão preocupadas com uma possível ação violenta de grupos contrários ao processo eleitoral brasileiro, numa espécie de reedição da invasão do Capitólio nos Estados Unidos, após a derrota de Donald Trump. A afirmação foi feita durante audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. Na audiência, o ministro disse ainda que não questionou a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro. No entanto, acrescentou que nenhum sistema está imune a falhas ou fraudes e que as urnas eletrônicas podem ser aprimoradas.
A posição do Tribunal Superior Eleitoral
Além disso, na quarta-feira (06/07), O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Edson Fachin, que também é membro do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que as Forças Armadas podem colaborar, mas não intervir nas eleições. Fachin fez as declarações durante palestra em Washington (EUA), organizada pelo Brazil Institute, do Wilson Center. A conversa foi sobre as eleições deste ano.
Missão de Observação da OEA
O dia anterior, Fachin assinado, em Washington, uma cooperação acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para a presença de uma missão de observação nas eleições de outubro. Segundo os meios de comunicação, Bolsonaro já agiu para impedir que algumas missões viessem ao Brasil para acompanhar as eleições de outubro, em especial uma missão da União Europeia (UE). Fachin informou que ainda está trabalhando para a chegada de observadores da UE. Em maio, Fachin afirmou que a meta é que mais de 100 observadores internacionais acompanhem as eleições presidenciais.



