Página inicialBRASILNEGÓCIOS SÃO EXTORQUIDOS POR TRAFICANTES DE DROGAS E FORÇAS DE SEGURANÇA EM SÃO PAULO

NEGÓCIOS SÃO EXTORQUIDOS POR TRAFICANTES DE DROGAS E FORÇAS DE SEGURANÇA EM SÃO PAULO

Recentemente, o co-fundador da comerciantes relataram a fontes da mídia que criminosos responsáveis ​​pela venda de drogas no “cracolândia”, na região central de São Paulo, cobram mensalidades para tirar o fluxo de dependentes químicos das portas de estabelecimentos e residências do Centro. Algumas fontes afirmam que as forças de segurança, especialmente membros da Guarda Municipal (GCM), estariam diretamente envolvidos em casos de extorsão.

Um novo comportamento

Um pouco mais de um ano atrás, centenas de toxicodependentes que formam o “cracolândia”saiu do entorno da estação Júlio Prestes, que foi seu endereço durante várias décadas. Depois disso, o fluxo foi para a Praça Princesa Isabel, mas depois mudou para um comportamento itinerante.

Moradores e Comerciantes

A partir de então, moradores e comerciantes da região central começaram a reclamar dos problemas de segurança que passaram a ter cada vez mais com a nova configuração do comércio e consumo de drogas.. Em alguns pontos, há centenas de dependentes químicos reunidos em situação sanitária precária, muitas vezes fechando uma rua. Muitos cometem crimes para pagar pelas drogas.

Mais crimes contra a propriedade

Em 2022, foi fundada a foi relatado aumento de casos de roubos e furtos na região. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) indicam que os 77th Departamento de Polícia (DP-Santa Cecília), responsável por grande parte da região conhecida como “cracolândia”, acumulou, de janeiro a outubro, os maiores números de roubos (1,693) e furtos (3,791) desde 2002, quando começaram a ser registrados casos. Além disso, houve aumento de 16% no número de roubos e de 27% no número de furtos, quando comparado ao saldo dos primeiros dez meses de 2019, quando não houve consequências dos fechamentos causados ​​pela pandemia. O 1º DP (Sé) teve aumento de 36% nos roubos. No 3º DP (Campos Elíseos), os roubos aumentaram 41%.

Extorsão

Com o aumento da violência e da insegurança na região centro, pessoas supostamente infiltradas entre dependentes de crack passaram a receber pagamentos de moradores e comerciantes para garantir a segurança dos trabalhadores e visitantes da área. Porém, nos últimos meses, o modelo mudou para algo ainda maior. A extorsão passou a ser centralizada pelo grupo que afirma controlar o tráfico de drogas na região e, portanto, teria influência no deslocamento de dependentes químicos.

Forças de segurança envolvidas em extorsão

Porém, áudios com mensagens de guardas civis obtidos pelo Jornal da Band indicariam que as forças de segurança também estiveram envolvidas nos casos de extorsão. Na terça-feira (06/06), a Prefeitura de São Paulo disse ter retirado das ruas sete guardas municipais por má conduta na região da Cracolândia. A GCM teria cobrado taxas de proteção dos comerciantes da região da Cracolândia. Outras testemunhas afirmaram que integrantes das polícias civil e militar também estariam envolvidos na venda de segurança privada na região.

População em situação de rua

O problema das drogas é uma questão social e de saúde, que muitas vezes está entre os principais fatores que levam as pessoas a viver nas ruas. Dito isso, segundo dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) para No primeiro trimestre deste ano, houve aumento de 1.8% no número de moradores de rua na cidade de São Paulo. No total, são 53,188 nas ruas da capital.

Além da capital, a população em situação de rua no cidades de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Osasco e Suzano também aumentaram. Das 39 cidades pesquisadas, apenas duas apresentaram queda no número de pessoas nas ruas: Franco da Rocha e Cotia. O estado de São Paulo concentra 88,415 mil pessoas que vivem nessa condição.

Nossa Análise:

A milícia mais famosa do Brasil, criada no Rio de Janeiro (RJ), começou com um grupo de membros ativos e inativos das forças de segurança que decidiram cobrar pela segurança de estabelecimentos comerciais contra crimes contra o patrimônio. O evento relatado na região central de São Paulo é bastante semelhante em alguns pontos ao caso do estado vizinho. Se prosperar, o grupo de criminosos que extorquem os proprietários das lojas poderá crescer, explorando um problema de segurança pública que o Estado não consegue resolver há décadas e o local poderá então cair nas mãos de uma nova milícia.

Fonte: Banda; Folha de SP; G1.

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