Mais de 600 pessoas relataram ter tido seus celulares roubados durante os sete dias do Rock in Rio, que atraiu 730,000 mil visitantes à Cidade do Rock, segundo números divulgados pelo governo do Rio nesta segunda-feira (23). Esse número alarmante faz parte de uma tendência mais ampla no Rio de Janeiro, onde delegacias de polícia registram um roubo ou furto de telefone a cada nove minutos. Esses números destacam o crescente desafio dos roubos de telefones na cidade, principalmente durante grandes eventos.
Este conteúdo é apenas para assinantes
Para desbloquear este conteúdo, assine Relatórios INTERLIRA.
Por dentro do festival
No total, foram registrados 889 incidentes. Do total, quase 70% deles foram roubos de celulares, totalizando 614 ocorrências. Dos 614 relatos de roubos de celulares, 573 foram feitos dentro do evento. Autoridades de segurança ressaltaram que uma empresa de segurança privada foi a responsável pelos incidentes dentro do evento.
Preso
Durante o evento, 38 pessoas foram presas dentro da Cidade do Rock, 19 dos quais foram pegos em flagrante.
Tentativa de arrombamento
O último dia do Rock in Rio 2024 contou com uma tentativa de invasão por um grupo de adolescentes, de acordo com os organizadores do evento. Eles tentaram forçar uma das cercas da Cidade do Rock e a Polícia Militar teve que intervir. Segundo a Polícia Militar, policiais do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram acionados para conter a tentativa de invasão de uma das entradas da Cidade do Rock. Não houve registros de prisões ou apreensões. Questionado sobre a tentativa de arrombamento no Rock in Rio neste domingo (22), o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, disse que é difícil evitar que esse tipo de coisa aconteça.
Momentos de distração
Relatos mostram que criminosos aproveitaram momentos de shows do festival e outras situações que distraíam o público, como quando entravam e saíam dos banheiros ou quando estavam do lado de fora, a caminho do BRT para voltar para casa.
Operação policial
Na tarde desta segunda-feira (16), a polícia realizou uma operação em Uruguaiana, no Centro da cidade, em busca de celulares roubados no evento que poderiam estar sendo vendidos no local. Duas pessoas foram presas e 750 celulares foram apreendidos.
Aumento de roubos de celulares no Rio
As delegacias de polícia do estado registram, em média, um furto ou roubo de celular a cada nove minutos. Entre janeiro e agosto deste ano, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), 13,854 aparelhos foram roubados e 24,341 telefones foram roubados. Ambas as taxas aumentaram nos primeiros oito meses de 2024, em comparação com o mesmo período do ano passado: roubo de celulares aumentou 39.5%, enquanto furtos aumentaram 15.6%.
O epicentro
Centro do Rio é epicentro de roubos e furtos de celulares. De janeiro a agosto, 944 aparelhos foram roubados e 1,675 foram furtados na região do Distrito Integrado de Segurança Pública (Cisp), que abrange a Lapa e parte do centro da cidade.
Análise:
Os incidentes no Rock in Rio, com mais de 800 celulares relatados como roubados durante o evento, destacam os desafios contínuos para proteger grandes aglomerações públicas no Rio de Janeiro. A escala do festival, atraindo 730,000 visitantes, apresentou uma oportunidade significativa para atividades criminosas, especialmente para roubos oportunistas em ambientes lotados. O número de roubos levanta preocupações sobre a eficácia dos protocolos de segurança em vigor.
Do ponto de vista da segurança pública, duas questões principais são evidentes. Primeiro, o foco está em medidas reativas em vez de proativas. Embora as prisões tenham sido feitas, essas ações ocorreram depois que os crimes já haviam ocorrido. Prevenir esses incidentes requer uma abordagem mais robusta e multicamadas, combinando tecnologias avançadas de vigilância, melhor controle de multidões e impedimentos mais visíveis.
Em segundo lugar, a tentativa de invasão ao festival ressalta a vulnerabilidade de grandes eventos ao acesso não autorizado. Embora o Secretário de Segurança Pública, Victor Santos, tenha reconhecido a dificuldade de prevenir tais incidentes, isso aponta para uma questão mais ampla: a necessidade de segurança perimetral mais sofisticada, como controle de acesso e vigilância mais robustos em torno dos pontos de entrada do festival.
Fontes: G1 [1], [2]; CNN Brasil; Extra [1], [2].



