De 24 de setembro a 1 de outubro, durante a semana que antecedeu as eleições, ocorreu uma série de eventos violentos, incluindo o assassinato de três pessoas alegadamente por motivos políticos e casos de agressão. Isso indica um escalada de incidentes de violência política e crimes, que continuou no dia da eleição.
Mais e mais incidentes
Na semana anterior ao primeiro turno das eleições, vários incidentes foram relatados. No dia 24 de outubro, em Cascavel (CE), um Homem é esfaqueado até a morte em bar após declarar que votaria em Lula. No mesmo estado, mas dois dias depois, em Fortaleza, motorista da deputada estadual Sabrina Veras (MDB-CE) foi morto a tiros, durante evento político. Em Rio do Sul (SC), homem vestindo camisa com menção ao presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi morto a facadas em um bar. Alguns outros incidentes são destacados abaixo:
- Em 25 de outubro, um adolescente integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) – grupo político de direita – foi agredido por apoiadores do PSOL – partido de esquerda – na Avenida Paulista, em São Paulo, após gravar um vídeo insultando Guilherme Boulos, candidato deputado federal
- O carro da ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, candidata a deputada distrital Ana Cristina Valle, foi vandalizado, e sua casa foi pichada no dia 29 de outubro, em Brasília
- Em São Caetano, Salvador (BA), um homem de camisa verde e amarela efetuou vários disparos em frente à Escola Estadual Edson Carneiro, que é a 15ª zona eleitoral. Mulher de 85 anos ficou ferida
- Na Cidade Dutra, Zona Sul de São Paulo (SP), homens não identificados atiraram em dois policiais militares dentro de uma zona eleitoral
- Vários casos de ataques contra urnas eletrônicas foram registrados
- Na Praça Xavier de Brito, bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), um grande grupo de apoiadores de Bolsonaro lutou contra um grupo de apoiadores de Lula. Fogos de artifício, pedras, ripas de madeira e outros objetos foram usados como armas
Violência apesar da segurança extra
Todos estes eventos ocorreram apesar do esforço das autoridades para reforçar a segurança durante esta eleição extremamente polarizada. Foram investidos R$ 100 milhões em segurança, pessoal extra da polícia local foi colocado em serviço, armas foram proibidas nas zonas eleitorais e celulares foram proibidos nas cabines de votação.
Medo
O cenário de medo por causa da política foi retratado por uma pesquisa do Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Raps (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), lançado há duas semanas. De acordo com o estudo, sete em cada dez pessoas dizem que têm medo de serem atacadas por causa de suas escolhas políticas. O instituto ouviu 2,100 pessoas em cerca de 130 cidades entre 3 e 13 de agosto.
Crimes Eleitorais
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no dia 2 de outubro foram registrados 663 crimes eleitorais e 250 pessoas presas. As autoridades também apreenderam R$ 1.9 milhão em dinheiro, que seria usado para comprar votos, e nove armas.



