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Presidente Lula (PT) acertou com sua equipe fórmula para restabelecer a tributação da gasolina e do etanol, que mantém a posição do Ministério da Fazenda de arrecadar R$ 28 bilhões até o final do ano. Ao mesmo tempo, a estratégia também atende a reivindicações da ala política, que é contra o retorno integral dos impostos para não gerar mais inflação e alta elevada no preço da gasolina e do etanol. A reintegração não será completa a partir de março, mas a previsão da equipe de Fernando Haddad (ministro da Fazenda) de arrecadar R$ 28 bilhões será mantida. A proposta, ainda em fase de desenho técnico, fará mudanças na estrutura de impostos na cadeia produtiva de combustíveis. A fórmula a ser divulgada será baseada, segundo governantes, em três princípios: Sustentabilidade ambiental, tributando mais combustíveis fósseis; o social, penalizando menos o consumidor; e econômico, garantindo R$ 28 bilhões a mais no final do ano.
Aumento de preço
Embora o Ministério da Fazenda não tenha detalhado como será a recarga dos dois combustíveis, foi informado que, por questões ambientais, a gasolina, pagará mais imposto do que o etanol, que é uma fonte de energia renovável. Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço da gasolina no posto deve subir cerca de R$ 0.25 o litro. Economistas projetam inflação de 1% no mês se os impostos voltarem em março.
Petrobras
Esse impacto, no entanto, deve ser mitigado por uma combinação de retomada gradual da arrecadação de impostos e redução dos preços cobrados pela Petrobras nas refinarias. Sem dar detalhes, o ministro Haddad disse que a Petrobras tem um “almofada” que pode ser o contribuição da estatal para ajudar a conter o preço da gasolina, em meio às discussões sobre a regravação dos combustíveis.
Outros combustíveis
O governo informou que gás natural veicular (GVN) e querosene de aviação civil, combustíveis que também estavam previstos para serem reabastecidos a partir de 1 de março, permanecerá descarregado.
Paridade de Preço de Importação (PPI)
Governo discute com a Petrobras o fim da paridade de preços com o exterior, esse é o ponto central de uma série de mudanças que o governo pretende colocar em prática para conter o impacto dos aumentos da gasolina e do etanol nas bombas. A ideia é acabar com a Paridade de Preços de Importação (PPI), adotado desde 2016, que considera o preço do petróleo e do dólar em 100% do cálculo. A proposta em discussão, segundo fontes, prevê que 85% do cálculo será baseado nos custos de produção nacionais e os 15% restantes atrelados às cotações internacionais. Essa nova proporção atenuaria o impacto das oscilações do dólar e do petróleo no mercado internacional. O cálculo pode sofrer pequenas variações no caso do gasóleo e da gasolina uma vez que o volume das importações é diferente. O debate sobre o novo modelo ainda não chegou ao Conselho de Administração da estatal, que só deverá ocorrer após a assembleia geral de acionistas marcada para 27 de abril.



