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NA PRIMEIRA REUNIÃO MINISTERIAL, LULA DESTACA A IMPORTÂNCIA DO CONGRESSO PARA SEU GOVERNO

Na sexta-feira (06/01), O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o governo precisa manter bom relacionamento com o Congresso e união para acabar com as querelas. Segundo analistas, provavelmente uma referência às disputas institucionais ocorridas durante o último governo, que trouxeram momentos de instabilidade, principalmente entre o Executivo e o Judiciário. A declaração de Lula também se baseou na necessidade de apoio político no Congresso, que tem grande oposição a ele.

Legislativo

Durante o discurso, Lula destacou a importância de um bom relacionamento com o Legislativo. O novo presidente destacou que a relação com o Legislativo “será o mais importante” ele já teve. E afirmou que não vai deixar os ministros 'no meio do caminho', mas quem fizer alguma coisa errada será convidado a sair.

Disse estar orgulhoso de ter montado um time de políticos nos ministérios e que de nada adianta ter um governo formado por técnicos qualificados, mas sem votos no Congresso. Em outro momento, Lula foi mais específico e destacou a importância do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), dizendo que é o governo que precisa de Lira e Pacheco, e não o contrário. Ele completou dizendo aos seus ministros que é assim que eles vão governar nestes quatro anos. Ele também rejeitou medidas puramente ideológicas.

Reunião Ministerial

Lula fez as declarações durante discurso na abertura da primeira reunião ministerial de seu terceiro mandato. Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, todos os 37 ministros participaram do encontro. A reunião, que começou pela manhã, terminou no meio da tarde.

Apoio de Pacheco

Na sexta-feira (06/01), O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), elogiou a fala de Lula. Disse que o Presidente demonstrou “experiência” e “capacidade de união” ao discursar na primeira reunião com os ministros de seu novo governo. Ele também destacou que o Congresso trabalhará pela harmonia entre os poderes.

Rejeição

A análise dos perfis, atos legislativos, declarações e redes sociais dos 513 deputados federais e 81 senadores que formarão o novo Congresso Nacional mostra que praticamente metade rejeita o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo estudo da fundação Pros (Partido Republicano da Ordem Social).

O estudo é mais um indício da dificuldade do novo governo em formar uma base sólida de sustentação a partir de fevereiro, quando os congressistas tomarem posse.

De acordo com os especialistas, uma base confortável é considerada um apoio que supera 60% dos deputados e senadores, que é o número mínimo de votos necessários para mudanças na Constituição.

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