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Em 9 de novembro, em sua primeira visita a Brasília após a eleição, Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o diálogo com o “Centrão” – importante grupo político do Congresso – e prometeu não interferir nos processos de escolha dos novos presidentes do Congresso Nacional. A medida foi vista como uma mensagem positiva ao presidente da Câmara, Arthur Lira, que tentará a reeleição e é um aliado potencial essencial para que o governo Lula consiga aprovar seus projetos diante de uma grande oposição do Partido Liberal (PL). O PL é do Bolsonaro. partido e é o que tem o maior número de deputados eleitos, 99 na Câmara Federal e 13 no Senado.
Visita ao Supremo Tribunal Federal (STF)
Lula também se reuniu com ministros do STF e pregou harmonia entre os Poderes. Especialistas viram nessa atitude um sinal de que Lula pode escolher um caminho diferente em oposição ao conflito institucional constantemente estimulado pelo atual presidente, Jair Bolsonaro. Portanto, esperam que em termos de relações institucionais haja mais estabilidade.
Relações com as Forças Armadas
Para comentaristas políticos, Lula tenta evitar conflitos com as Forças Armadas que apoiaram o adversário e manter a estabilidade. Questionado por jornalistas, ele disse que “não há tempo para vingança”. O recém-eleito Presidente também se pronunciou sobre os protestos que pedem um golpe militar contra o seu madato, dizendo que “esta gente não tem nada a contestar”, mas acrescentou que é necessária uma investigação sobre o financiamento de actos antidemocráticos.



