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Na segunda-feira (12/12), O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu futuro vice-presidente Geraldo Alckmin receberam seus diplomas em solenidade de formatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para além deste evento, decorrem também outras etapas de preparação do futuro governo. Por exemplo, a Equipe de Transição está avançando em seus trabalhos e os primeiros nomes dos futuros ministros estão sendo anunciados.
A formatura
A formatura é a etapa que confirma o processo eleitoral e possibilita que Lula e Alckmin tomem posse como presidente e vice-presidente da República no dia 1º de janeiro. Representa o momento em que o Judiciário atesta que os candidatos foram legitimamente eleitos pelo povo.
Além disso, é uma exigência legal para a posse e marca o fim do processo eleitoral, uma vez que o TSE já avaliou todas as etapas da eleição, incluindo eventuais recursos contra os candidatos e os resultados das urnas. Para receber o diploma, os eleitos precisam ter a ficha de candidatura aprovada e as contas de campanha revisadas.
O prazo para a formatura é 19 de dezembro, mas, a pedido da equipe de Lula, o TSE agendou a solenidade para uma semana antes. Segundo fontes da mídia, a iniciativa foi motivada pela instabilidade sociopolítica provocada por uma série de protestos de um mês contra a eleição de Lula e a favor de um golpe militar promovido por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
Futuros ministros
O governo recém-eleito finalmente começou a anunciar os profissionais escolhidos para liderar os ministérios. A primeira mudança na estrutura foi anunciada pelo futuro chefe de gabinete do governo Lula, Rui Costa. Na segunda-feira (12/12), ele disse que a equipe do futuro governo está considerando ter cerca de 35 ministérios. Um total de mais 12 ministérios do que o governo de Bolsonaro.
- Ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad vai comandar o novo Ministério da Fazenda. O ministério será fruto do desmembramento do atual Ministério da Economia. Haddad não era bem visto pelo mercado financeiro, que o via como despreparado e uma escolha política. Para os analistas, seus principais desafios serão conquistar a confiança do mercado e estabelecer uma comunicação de qualidade com os agentes econômicos
- Ex-governador do Maranhão e senador eleito pelo mesmo estado, Flávio Dino assumirá o novo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Dino já foi juiz federal, deputado federal
- Ex-presidente do Tribunal de Contas da União e ex-ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro foi escolhido para chefiar a Defesa, ministério ao qual estão vinculados o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. É considerado um nome de boa relação entre os militares, fator importante devido ao amplo apoio das Forças Armadas a Bolsonaro e à rejeição a Lula
- Ex-ministro das Relações Exteriores, atual embaixador do Brasil na Croácia e ex-embaixador na Argentina e nos Estados Unidos, Mauro Vieira foi escolhido para comandar o Itamaraty novamente
- A cantora Margareth Menezes aceitou o convite para assumir o futuro Ministério da Cultura, que será recriado durante sua gestão
- Ex-ministro do Trabalho e ex-líder sindical Luiz Marinho foi escolhido para ser o futuro ministro do Trabalho



