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Na quinta-feira (19/01), o Inspetor-Geral Eleitoral, Ministro Benedito Gonçalves, aprovou a abertura de ação de inquérito judicial eleitoral contra Jair Bolsonaro (PL) por abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral de 2022. O caso poderia levar à inelegibilidade do ex-presidente.
Campanha política no palácio presidencial
A suspeita foi levada ao Tribunal Superior Eleitoral pela coligação do presidente Lula (PT), que acusa o adversário de realizar atividades de campanha nas dependências do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada.
Não é o primeiro
Gonçalves destacou, em sua decisão, que Bolsonaro já responde a outras duas investigações por uso eleitoral de patrimônio público. Neste caso, para fazendo lives eleitorais nos palácios, com ampla transmissão nas redes sociais. O ex-presidente usou as dependências da residência oficial, por exemplo, para anunciar apoio a aliados no segundo turno da eleição — em desacordo com a lei eleitoral, segundo especialistas ouvidos pela Folha.
Segundo a denúncia, Bolsonaro usou os palácios como “palco de reunião” com governadores, deputados federais e celebridades e fez uso de “todos os móveis do prédio público”, em flagrante desvirtuamento da finalidade do patrimônio público.
Outras perguntas
Após os atentados de 8 de janeiro em Brasília, ex-presidente Bolsonaro também passou a ser investigado por envolvimento nos atos. Atualmente, a Procuradoria-Geral da República investiga se ele cometeu incitação pública ao crime.
Mais tempo nos EUA
Com o visto oficial prestes a expirar, Jair Bolsonaro entrou em processo de mudança de visto que lhe permite ficar mais tempo nos Estados Unidos. O ex-presidente tenta regularizar sua situação no país. Bolsonaro entrou nos EUA com um visto oficial, que expira em 30 de janeiro, e que deve ser substituído por um visto de turista, que dura 90 dias. No entanto, sua esposa, Michelle Bolsonaro, desembarcou em Brasília na noite desta quinta-feira (26), após ter acompanhado o marido na viagem a Orlando.
Segundo fontes da mídia, A mudança de planos de Bolsonaro ocorreu devido à série de inquéritos que o investigam, o que pode levar à sua prisão e inelegibilidade.
Um erro
Especialistas políticos avaliam que, para a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), seria um “erro” determinar a prisão de Jair Bolsonaro hoje. A leitura da maioria dos membros do tribunal é que ter o ex-presidente preso pode atrapalhar ainda mais o cenário nacional, seja na esfera social ou política.
Bolsonaro só deve ser alvo de mandado de prisão após condenação pela Justiça. Esse cenário, no entanto, pode mudar se o ex-presidente agir diretamente para inflar novos atos de golpe contra a democracia brasileira. Hoje a punição que deve ser aplicada mais rapidamente a Bolsonaro é a de sua inelegibilidade.



