As comemorações de Ano Novo realizadas na quarta-feira (31/12) e quinta-feira (01/01) na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, registraram um total de 140 casos de furto de celulares e cinco roubos, segundo dados divulgados na segunda-feira (05/01) pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Apesar do elevado número de ocorrências, a administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) registrou uma redução de 27.5% na criminalidade geral durante o evento. No entanto, a comparação foi afetada por uma revisão dos dados das comemorações do ano anterior.
Este conteúdo é apenas para assinantes
Para desbloquear este conteúdo, assine Relatórios INTERLIRA.
191 Roubos
Inicialmente, em 2 de janeiro de 2025, a Secretaria de Segurança Pública havia informado que apenas 33 casos de roubo de celulares haviam sido registrados durante a celebração do Ano Novo anterior na Avenida Paulista. No relatório atualizado divulgado na segunda-feira (05/01), a Polícia Estadual da Irlanda do Norte (SSP) reconheceu que o número real era de 191 furtos, além de nove roubos — uma discrepância de 579%. Segundo o governo estadual, a diferença se explica pelo grande número de boletins de ocorrência registrados após a denúncia inicial, já que muitas vítimas registraram suas queixas dias depois.
De manhã cedo
A Polícia Estadual informou que a maioria dos roubos ocorreu nas primeiras horas do dia 1º de janeiro., um período marcado por menor densidade de público e maior movimentação de pessoas deixando o evento. Os roubos, por outro lado, concentraram-se principalmente na noite de 31 de dezembro., quando a avenida estava mais movimentada, criando condições favoráveis para furtos e atividades criminosas discretas.
Polícia militar
A operação policial para o evento de Ano Novo mobilizou quase 2,000 policiais militares e aproximadamente 130 veículos. Unidades especializadas como a Polícia de Choque, a Polícia de Trânsito, a Polícia Aeroportuária, o Corpo de Bombeiros e o Centro de Operações estiveram envolvidas no controle da multidão e na vigilância. A operação foi reforçada por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que foram estrategicamente posicionados ao longo da Avenida Paulista e ruas adjacentes.
2.1 milhões de pessoas
Segundo estimativas da Prefeitura de São Paulo, a festa de Réveillon na Avenida Paulista atraiu cerca de 2.1 milhões de pessoas. O evento contou com 14 horas de apresentações musicais ao vivo e aproximadamente 15 minutos de fogos de artifício. Entre as principais atrações estavam artistas populares como João Gomes, Belo, Ana Castela, Simone Mendes e a dupla Maiara e Maraisa, que atraíram grandes multidões durante toda a noite.
Análise:
Os incidentes da véspera de Ano Novo na Avenida Paulista ilustram os desafios de segurança previsíveis associados a grandes eventos públicos em ambientes urbanos densos. Com uma multidão estimada em mais de dois milhões de pessoas, a avenida ofereceu condições ideais para furtos baseados no anonimato, na proximidade física e na limitada percepção do ambiente. A concentração de furtos não violentos de celulares durante o pico de aglomeração em 31 de dezembro ressalta como os criminosos adaptam suas táticas a momentos em que a detecção é difícil e as vítimas estão distraídas, enquanto o menor número de roubos ocorridos no início da manhã reflete a tendência para crimes mais confrontacionais à medida que as multidões se dispersam e a vigilância natural diminui.
Fontes: A Folha de SP.



