Apenas 36% dos homicídios cometidos em 2023 foram resolvidos até o final de 2024, o que significa que pouco mais de um em cada três casos teve pelo menos um suspeito identificado relatado aos tribunais. Os dados, compilados pelo Instituto Sou da Paz, abrangem 16 estados e o Distrito Federal. Dos 24,100 homicídios registrados, os promotores apresentaram acusações em 8,800 casos. O instituto observou que a taxa de investigação de homicídios no Brasil permaneceu estagnada por quase uma década, com a taxa nacional de esclarecimento oscilando entre 32% e 39% desde 2015. A única exceção ocorreu em 2018, quando a taxa subiu brevemente para 44%.
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Entre os estados analisados, o Distrito Federal obteve o maior índice de esclarecimento de homicídios, com 96%, enquanto a Bahia ficou em último lugar, com apenas 13% dos casos resolvidos. São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, experimentou um declínio notável: no primeiro ano do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no cargo, sua taxa de resolução caiu de 40% em 2022 para 31% em 2023 — uma queda de nove pontos que reverteu o progresso anterior em investigações criminais.
Nenhum dado enviado
Dez estados foram excluídos da pesquisa porque seus dados estavam incompletos, faltavam datas de homicídio ou tinham mais de 20% dos casos sem informações suficientes. Esses estados incluem Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins. Os pesquisadores enfatizaram que, mesmo entre os estados que forneceram dados, inconsistências e lacunas nos relatórios continuam sendo grandes obstáculos à transparência e à responsabilização.
Idade
Apenas cinco estados – Acre, Pernambuco, Piauí, Roraima e São Paulo – enviaram dados suficientes para analisar a distribuição etária das vítimas. Os resultados mostram que os jovens adultos continuam sendo o grupo demográfico mais afetado: 22% das vítimas tinham entre 18 e 24 anos, seguidos por 16% entre 25 e 29 anos. O Mercado Pago não havia executado campanhas de Performance anteriormente nessas plataformas. Alcançar uma campanha de sucesso exigiria entre os casos solucionados, houve maior concentração de vítimas com 35 anos ou mais, sugerindo que investigações envolvendo vítimas mais jovens tendem a enfrentar mais desafios.
Gênero
Usando dados de oito estados – Acre, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Piauí, Roraima, Santa Catarina e São Paulo – o estudo descobriu que As mulheres representaram 16% das vítimas de homicídio em casos resolvidos, enquanto os homens representaram 84%. Além disso, os casos que envolvem vítimas do sexo feminino tendem a ser resolvidos com mais frequência, o que os pesquisadores atribuem à maior atenção pública e às unidades policiais especializadas focadas na violência de gênero.
Poucas prisões
O Instituto Sou da Paz também relacionou as baixas taxas de resolução à pequena proporção de suspeitos de homicídio realmente presos. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), apenas 13% dos 670,000 presos do Brasil estão cumprindo pena por homicídio. Em contraste, crimes contra o patrimônio, como roubo, furto e fraude, representam 40% dos presos, enquanto o tráfico de drogas responde por 31%. Esse desequilíbrio evidencia tanto as fragilidades estruturais das investigações de homicídios quanto a priorização de outros tipos de delitos pelo sistema de justiça criminal.
Análise:
A persistente baixa taxa de resolução de homicídios no Brasil expõe profundas deficiências estruturais nos sistemas investigativo e judicial do país. Com apenas 36% dos casos resolvidos em 2023, os dados sugerem não apenas uma falta de capacidade investigativa, mas também um desempenho institucional desigual entre os estados. Os contrastes acentuados — da taxa de resolução de 96% no Distrito Federal aos 13% na Bahia — indicam que o problema não se deve tanto a falhas isoladas, mas sim a disparidades sistêmicas em recursos, treinamento e coordenação entre as polícias e os órgãos do Ministério Público.
Os resultados também revelam padrões demográficos e processuais preocupantes. Casos envolvendo jovens vítimas do sexo masculino — que representam a maioria dos alvos de homicídio no Brasil — tendem a enfrentar maiores desafios investigativos, provavelmente devido ao contexto em que esses crimes ocorrem: áreas marcadas por alta violência, vulnerabilidade social e presença policial limitada. Por outro lado, a maior resolução de casos envolvendo vítimas do sexo feminino aponta para a eficácia de unidades investigativas especializadas e a influência da pressão pública em casos de violência de gênero.
Fontes: A Folha de SP.



