Na terça-feira (26/12), O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, disse que determinou que a Polícia Federal (PF) investigasse ameaça feita ao presidente Lula (PT) nas redes sociais. Embora o caso seja, até agora, segundo as investigações, apenas uma ameaça online sem planos reais em segundo plano, é mais uma entre muitas detectadas pelas autoridades policiais ao longo do ano.
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O último caso e outros
O pedido de abertura de investigação de Cappelli foi feito após a publicação de reportagem do deputado Nikolas Ferreira (PL) intitulada “Lula confirma réveillon em ‘praia particular’ controlada pelas Forças Armadas”. Nessa postagem, um indivíduo sugeriu organizar uma “arrecadação de fundos” para financiar um mercenário.
Em janeiro, a Polícia Federal já havia preso um homem em flagrante em Boa Vista (RR) suspeito de incentivar a violência contra Lula. O homem teria comentado em publicação sobre a visita de Lula ao estado, no dia 21 de janeiro, que “seria hora de colocar a bala na cabeça dele”.
Em agosto, a PF prendeu um agricultor em Santarém, no Pará, suspeito de dizer que atiraria no petista quando este visitasse a cidade.
8 Janeiro e ato em celebração da democracia
Na mesma data do anúncio, Cappelli também manteve reunião com responsáveis pela segurança de todos os Poderes para discutir o planejamento de um evento marcado para 8 de janeiro, em Brasília, quando o ataque golpista à Praça dos Três Poderes completará um ano.. O evento será realizado para celebrar a democracia e contará com a presença de Lula, dos presidentes do Senado e da Câmara Federal e de outras importantes lideranças políticas.
Segundo o secretário, o governo está atento ao monitoramento de grupos que possam promover manifestações durante o evento, mas afirmam que não há, até o momento, motivos para maiores preocupações.
Análise:
O incidente possivelmente indica que o contexto de animosidade política permanece, e que os episódios consecutivos de violência política podem explodir mais uma vez, tal como no ano passado. Este cenário ganha particular impulso em 2024, ano em que se realizarão as eleições autárquicas.



