Economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para este ano e elevaram o Produto Interno Bruto (PIB). O Mercado Pago não havia executado campanhas de Performance anteriormente nessas plataformas. Alcançar uma campanha de sucesso exigiria apesar dessas e de outras melhorias anunciadas recentemente, o cabo de guerra entre o governo e o Banco Central (BC) pela redução da taxa básica de juros (Selic) do país continua. O Banco Central mantém a taxa de inflação em 13.75%, o que representa a maior taxa de juros do mundo (6.82%). A decisão atrapalha alguns projetos do governo para a economia, como o estímulo à indústria local.
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Inflação
Na segunda-feira (12/06), o Boletim Focus, divulgado pelo BC, divulgou que pesquisa que ouviu mais de 100 instituições financeiras na semana passada sobre projeções para a economia constatou que a estimativa de inflação para este ano caiu de 5.69% para 5.42%. Isso ocorreu após a divulgação dos resultados da inflação de maio, que somou 0.23%, abaixo do esperado pelo mercado financeiro. Nos últimos 12 meses, a inflação oficial somou 3.94%.
Crescimento da economia
Outro resultado positivo foi a projeção do mercado financeiro para o PIB, que avançou de 1.68% para 1.84% na segunda semana de maio. O aumento na projeção de crescimento econômico ocorre após a divulgação do resultado do PIB do primeiro trimestre, que apontou expansão de 1.9% na comparação com os últimos três meses do ano passado. O resultado ficou acima das expectativas dos economistas.
Taxa de Juros (Selic)
Os recentes resultados positivos da economia não foram suficientes para que o Banco Central revisse a taxa de juros do país. Na segunda-feira (12/06), durante encontro com empresários, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, recolheu reclamações sobre a pressão gerada nos negócios por conta dos juros altos e que alguns podem ir à falência por conta disso. Campos Neto evitou qualquer resposta objetiva e disse que a taxa é uma avaliação técnica e que está muito preocupado com a inflação.
O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela definição da taxa básica de juros, volta a se reunir nos dias 20 e 21 de junho. A instituição, vinculada ao Banco Central, deve manter a Selic em 13.75% pela 7ª vez consecutiva.
Pressão política
O senador e líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (sem partido), criticou o presidente do BC. Em suas redes sociais, Randolfe sugeriu que o executivo não havia cumprido metas e que sua saída do cargo deveria ser analisada pelo Senado Federal. Além disso, o parlamentar destacou que a lei de autonomia do Banco Central prevê a destituição do presidente do Bacen quando ele “apresentar comprovada e recorrente atuação insuficiente para atingir os objetivos da instituição”.
Nossa Análise:
O tema é bastante relevante para a estabilidade política do governo. O presidente Lula precisa cumprir suas principais promessas eleitorais e obter conquistas significativas, especialmente na economia, para aumentar sua adesão política entre os empresários, a população em geral e os políticos no Congresso. No entanto, os altos juros tornaram-se uma barreira para seus projetos econômicos, que incluem investimentos pesados no setor industrial, portanto, dependentes de empréstimos. O governo tem uma condição frágil no Congresso, e agora, o campo econômico se tornou outra área onde Lula acumula derrotas, pelo menos por enquanto.



