Um chileno de 65 anos foi preso nesta terça-feira (14/04) suspeito de roubar bagagem de um passageiro no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, na Grande São Paulo. As autoridades afirmam que este é o 11º caso semelhante envolvendo o mesmo suspeito no aeroporto desde o ano passado. Ele já havia sido libertado sob fiança em fevereiro, apesar de acusações anteriores. Este caso ocorre em meio a um aumento generalizado de furtos no maior aeroporto do país., que registrou uma média de quatro incidentes por dia em 2025. Somente nos dois primeiros meses de 2026, esse número já aumentou em quase 20%, o que gera preocupações com a segurança dos passageiros.
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Identidade
As investigações identificaram o suspeito como Winton Ricardo Fuentes Yanes, que também está ligado a outro roubo ocorrido no sábado (12/04) no mesmo aeroporto. Nesse incidente, uma passageira de 29 anos teve sua mochila furtada enquanto estava sentada. Entre os itens levados estavam um fone de ouvido, um suporte para as costas, dois carregadores de celular, um colar e R$ 600. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), o suspeito já havia sido preso em novembro de 2025. por furto qualificado e estava sendo investigado por outros nove crimes contra o patrimônio cometidos entre agosto e outubro daquele ano, todos seguindo o mesmo padrão. As autoridades também informaram que ele não possui registro oficial de entrada no Brasil e encontra-se atualmente em situação migratória irregular.
Caso mais recente
Segundo o boletim de ocorrência, no incidente mais recente, o suspeito aproveitou um momento de distração de um passageiro de 58 anos que estava sentado e roubou sua mochila. Após cometer o furto, ele tentou deixar o local, mas foi identificado e abordado por policiais civis. Ele aparentemente ignorou as ordens de parada, tentou fugir e resistiu à prisão, chegando a empurrar um dos policiais. Ele acabou sendo contido e preso em flagrante. Todos os pertences da vítima foram recuperados, incluindo um laptop, livros, um carregador e R$ 100. De acordo com os investigadores, o suspeito utilizava sempre o mesmo método, aproximando-se das vítimas discretamente, usando um casaco para ocultar as suas ações e retirando rapidamente malas e mochilas.
Aumento de Crimes
As ações repetidas do suspeito refletem uma tendência mais ampla de aumento de roubos no Aeroporto de Guarulhos. Ele já havia sido preso em 25 de outubro de 2025 e, segundo a polícia, chegou a tentar se ferir durante os procedimentos de custódia para alegar maus-tratos. Apesar de ter sido liberado por ordem judicial em 23 de fevereiro de 2026, ele retornou ao aeroporto menos de dois meses depois e repetiu o mesmo padrão criminoso, usando as mesmas táticas e até mesmo as mesmas roupas. O caso dele é visto como parte de um problema maior que afeta o aeroporto, onde os roubos têm aumentado constantemente. Nos dois primeiros meses de 2026, os incidentes aumentaram 18% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em 2025, já havia ocorrido um aumento de 22% em comparação com 2024, reforçando as preocupações sobre a persistência e o crescimento desse tipo de crime.
Análise:
Os furtos repetidos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, ilustram um padrão de crime oportunista que prospera em ambientes de grande fluxo de passageiros, onde a movimentação constante e a distração dos mesmos criam condições favoráveis para os criminosos. Os aeroportos combinam anonimato, pressão do tempo e uma alta concentração de pertences pessoais valiosos, tornando-os particularmente atraentes para esse tipo de atividade. A capacidade do suspeito de operar diversas vezes utilizando um método consistente sugere não apenas persistência individual, mas também falhas estruturais na vigilância, na dissuasão e na resposta imediata dentro do ambiente do terminal.
O aumento generalizado de furtos no aeroporto aponta para um problema sistêmico, e não para incidentes isolados. Os números crescentes sugerem que os criminosos podem perceber o local como de baixo risco e alto retorno, principalmente quando a fiscalização é inconsistente ou previsível.
Fontes: G1; A Folha de SP.



