Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que o estado do Rio de Janeiro tem o maior número de policiais militares mortos fora de serviço no país. Em 2024, 41 policiais militares foram mortos fora de serviço ou fora do horário de trabalho. Esses casos incluem policiais que responderam a roubos, foram assassinados, sofreram roubos ou sofreram lesões corporais que resultaram em morte. Policiais militares mortos no Rio nessas circunstâncias representam 36.28% do total registrado no Brasil. Apesar desse alto percentual, o número é menor do que em 2023, quando 45 policiais foram assassinados.
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Brazil
Em 2024, um total de 113 policiais militares foram mortos fora de serviço em confrontos ou devido a ferimentos não naturais, considerando apenas os estados que enviaram dados para o relatório. Depois do Rio de Janeiro, o estado com mais mortes foi São Paulo, onde 13 policiais militares foram assassinados fora de serviço. São Paulo, no entanto, tem o maior contingente de policiais militares do país, com 80,037 efetivos, enquanto o Rio de Janeiro ocupa o segundo lugar, com 43,362 policiais.
Policiais Civis
Ao examinar os policiais civis mortos fora de serviço, os números são significativamente menores: apenas dois policiais foram mortos em 2024. Os dados excluem acidentes de trânsito e suicídios. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública também traz informações sobre policiais mortos em serviço: em 2024, 11 policiais militares e um policial civil foram mortos em confrontos no exercício de suas funções.
2025
Até agora em 2025, 19 policiais militares foram mortos fora de serviço no estado do Rio de Janeiro. Na semana passada, Túlio de Siqueira Maia, do 24º Batalhão de Polícia Militar (Queimados), foi morto a tiros na Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, quando estava de folga e saía de um restaurante com a esposa. Pessoas que passavam pelo local o levaram ao hospital, mas ele não resistiu aos ferimentos. A principal linha de investigação indica que ele foi vítima de uma tentativa de assalto.
Japeri
O município de Japeri, na Baixada Fluminense, está entre as dez cidades com maiores índices de mortes decorrentes de intervenções policiais por 100,000 mil habitantes. Japeri ficou em sétimo lugar no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com uma taxa de 19.6 por 100,000 mil habitantes. Em todo o estado do Rio de Janeiro, foram registradas 703 mortes causadas por policiais em serviço e fora de serviço em 2024, sendo 20 delas em Japeri. A maior taxa do ranking foi registrada em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, com 30.2 mortes por 100,000 mil habitantes.
Mais Duas Cidades
Mais duas cidades do Rio de Janeiro aparecem em outro ranking de violência do Anuário. Os municípios de Angra dos Reis e Nilópolis estão entre os dez locais onde as mortes decorrentes de intervenções policiais (MDIP) representaram mais da metade das mortes violentas intencionais (MVI). Em Angra dos Reis, a relação MDIP/MVI é de 55, enquanto em Nilópolis chegou a 53.8. Os três primeiros municípios da lista foram Itabaiana (SE), com 75.6, Santos (SP), com 66.1, e São Vicente (SP), também com 66.1.
Análise:
Os dados sobre mortes de policiais no Rio de Janeiro revelam o ambiente complexo e de alto risco enfrentado por policiais, especialmente aqueles que atuam em áreas urbanas densamente povoadas. O fato de o Rio registrar consistentemente o maior número de mortes de policiais militares fora de serviço no país demonstra a vulnerabilidade dos policiais, mesmo fora de suas funções oficiais, refletindo tanto a prevalência de crimes violentos quanto os desafios de segurança pessoal em bairros de alto risco. Embora o número de mortes fora de serviço tenha diminuído ligeiramente de 2023 para 2024, a persistência desses incidentes indica que medidas de proteção e sistemas de apoio mais amplos continuam essenciais.
A comparação com São Paulo, que possui um contingente policial maior, mas significativamente menos mortes fora de serviço, sugere que o contexto local — padrões de criminalidade, condições socioeconômicas e presença de grupos criminosos organizados — desempenha um papel decisivo na vulnerabilidade dos policiais. A quase ausência de mortes de policiais civis fora de serviço ilustra ainda mais a disparidade de risco entre os diferentes ramos da aplicação da lei.



