Os golpes online tornaram-se cada vez mais comuns, exigindo maior atenção aos links e conteúdos online com os quais interagimos diariamente. Os cibercriminosos estão constantemente criando novos métodos para enganar as pessoas e obter ganhos financeiros , desde recibos de pagamento falsificados até a personificação de técnicos. No Brasil, cerca de 71% da população já foi vítima desse tipo de crime , o que demonstra a necessidade de cautela ao clicar em links em mensagens do WhatsApp, e-mails ou SMS, bem como evitar o compartilhamento de informações pessoais com desconhecidos. Para reduzir os riscos, é fundamental entender como esses golpes funcionam , reconhecer seus principais tipos, saber o que fazer caso seja alvo e adotar medidas preventivas para proteger seus dados e evitar prejuízos financeiros.
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Celular roubado
Os smartphones se tornaram a principal ferramenta para transações financeiras no Brasil. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os dispositivos móveis respondem por dois terços de todas as operações bancárias no país. Essa praticidade também atrai criminosos. O número de furtos e roubos de celulares, seguidos de fraudes bancárias, cresceu significativamente. Em poucos minutos, os criminosos podem roubar não apenas o seu aparelho, mas também suas informações pessoais e financeiras.
– Como criminosos exploram telefones roubados
• Reutilização de senhas : Muitas pessoas usam a mesma senha para vários aplicativos e serviços. Se os ladrões conseguirem acesso a uma delas, podem testá-la em aplicativos bancários.
• Anotações e mensagens : As vítimas costumam salvar PINs de cartões, senhas bancárias ou dados confidenciais em anotações ou compartilhá-los por meio de aplicativos de mensagens, facilitando o acesso dos criminosos.
• Telas desbloqueadas : Como muitos roubos ocorrem enquanto as pessoas estão usando seus telefones ativamente, os dispositivos podem já estar desbloqueados, dando aos criminosos acesso imediato a aplicativos, e-mails e conversas.
• Fotos de documentos ou cartões : Imagens armazenadas na galeria podem ajudar os fraudadores a se passarem pela vítima ao contatarem bancos ou instituições financeiras.
– Como fortalecer a segurança do seu telefone
• Configure seu telefone para que o Wi-Fi e os dados móveis não possam ser desativados quando bloqueado — isso impede que criminosos desativem a limpeza remota.
• Nunca guarde fotos de documentos de identidade ou cartões de crédito na sua galeria.
• Mantenha seus aplicativos e sistema operacional atualizados para corrigir vulnerabilidades de segurança.
• Registre seu dispositivo no aplicativo Celular Seguro (disponível para iOS e Android). Essa ferramenta governamental permite bloquear remotamente o IMEI do telefone, aplicativos bancários e a linha telefônica. Você também pode designar contatos de confiança para relatar roubos em seu nome.
– O que fazer se seu telefone for roubado
• Entre em contato com seu banco imediatamente para bloquear o acesso aos aplicativos e contestar quaisquer transações não autorizadas.
• Registre um boletim de ocorrência incluindo o número IMEI do aparelho. Esse código exclusivo é essencial para bloquear o telefone e pode ser encontrado discando *#06#, verificando a caixa original ou o comprovante de compra.
• Utilize ferramentas de apagamento remoto para eliminar dados pessoais e contas.
– Conclusão principal
Trate seu smartphone como sua carteira: nunca o deixe desprotegido. Criminosos são rápidos em explorar configurações de segurança frágeis, senhas repetidas ou dados salvos de forma inadequada. Ao tomar medidas preventivas e agir rapidamente em caso de roubo, você pode reduzir significativamente os riscos financeiros e pessoais.




