InícioBRASILAmazonAdolescente abre fogo em escola em Acre, matando dois funcionários.

Adolescente abre fogo em escola em Acre, matando dois funcionários.

Um ataque a tiros dentro do Instituto São José, uma escola estadual em Rio Branco, deixou dois funcionários mortos e outros dois feridos na terça-feira (05/05).Segundo informações confirmadas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e pelo governo do estado do Acre, o ataque causou pânico dentro da escola e mobilizou uma grande operação policial e de resposta a emergências na região. Alunos, professores e funcionários correram para se abrigar após ouvirem os tiros ecoarem pelo prédio, enquanto pais se aglomeravam do lado de fora da instituição em busca de informações sobre seus filhos.

Funcionários falecidos

As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 36 anos. Outro funcionário foi baleado no pé, enquanto um aluno de 11 anos sofreu um ferimento a bala na perna. Segundo o governo do Acre, ambas as vítimas feridas foram levadas para o pronto-socorro e receberam atendimento médico. A coordenadora da escola afirmou que vários cartuchos deflagrados e carregadores de armas foram encontrados espalhados pelo chão após o tiroteio. O comandante do Bope, Coronel Felipe Russo, informou que os dois funcionários falecidos foram encontrados caídos em um corredor dentro da escola. “Não posso dizer quantos tiros foram disparados. Os funcionários estavam no chão e aparentemente foram atingidos pela frente. Só saberemos mais após a conclusão da perícia”, disse ele.

suspeito

A polícia confirmou que o suspeito é um estudante de 13 anos que entrou armado na escola e foi detido após o ataque. Segundo os investigadores, a arma utilizada no tiroteio pertencia ao padrasto do adolescente, que foi posteriormente detido pela Polícia Militar do Acre. As aulas da tarde já haviam começado quando os tiros foram ouvidos. Sobreviventes relataram cenas de pânico e confusão, com alunos se jogando no chão e tentando barricar as portas das salas de aula usando cadeiras e carteiras para se protegerem durante o ataque.

Arma do Padrasto

O padrasto do adolescente suspeito de ter cometido o ataque foi interrogado pela Polícia Civil e posteriormente libertado após assinar um Relatório de Ocorrência Circunstancial (ROC). As autoridades confirmaram que a arma usada no crime pertencia legalmente a ele. Segundo os investigadores, o homem chegou à escola pouco depois do tiroteio e foi detido por policiais militares para interrogatório. O caso gerou preocupação quanto ao armazenamento e à supervisão de armas de fogo em residências onde menores têm acesso a elas.

investigações

A Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) realizou uma coletiva de imprensa na tarde de terça-feira para fornecer detalhes sobre o ataque e a investigação em andamento. A comandante-geral da Polícia Militar do Acre, Coronel Marta Renata, afirmou que o adolescente já havia deixado a escola quando os policiais chegaram ao local. Ela acrescentou que o suspeito se entregou voluntariamente na sede do Comando Geral da Polícia Militar, localizada a aproximadamente 550 metros da escola. “Ainda não sabemos se ele agiu sozinho, mas apresentou-se sozinho no quartel”, explicou ela. O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, afirmou que Os investigadores estão seguindo duas linhas de investigação distintas: uma focada nas ações do adolescente e outra que examina a possível negligência do padrasto por não ter guardado a arma de fogo em local seguro.

Fonte: G1 [1], [2], [3].

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