Os golpes online tornaram-se cada vez mais comuns, exigindo maior atenção aos links e conteúdos online com os quais interagimos diariamente. Os cibercriminosos estão constantemente criando novos métodos para enganar as pessoas e obter ganhos financeiros , desde recibos de pagamento falsificados até a personificação de técnicos. No Brasil, cerca de 71% da população já foi vítima desse tipo de crime , o que demonstra a necessidade de cautela ao clicar em links em mensagens do WhatsApp, e-mails ou SMS, bem como evitar o compartilhamento de informações pessoais com desconhecidos. Para reduzir os riscos, é fundamental entender como esses golpes funcionam, reconhecer seus principais tipos , saber o que fazer caso seja alvo e adotar medidas preventivas para proteger seus dados e evitar prejuízos financeiros.
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Golpe de cobrança indevida visando instituições financeiras de pequeno porte
Microempreendedores (MEIs) em todo o Brasil têm se tornado alvos cada vez mais frequentes de fraudadores que enviam faturas falsas, solicitações de pagamento e ameaças de cancelamento do CNPJ . Ao se passarem por órgãos governamentais, associações comerciais, cartórios ou autoridades fiscais, os criminosos pressionam os empresários a realizar pagamentos desnecessários por serviços ou dívidas inexistentes. Esses golpes exploram o medo, a urgência e a confusão em relação às obrigações legais e tributárias, levando muitas vítimas a pagar antes de verificar a autenticidade da cobrança.
Como funciona o golpe
Os golpistas costumam entrar em contato com as MEIs por e-mail, SMS, mensagens de WhatsApp, cartas ou sites falsos. A comunicação geralmente alega que a empresa tem dívidas pendentes, problemas com o registro ou corre o risco de multas, ações de protesto ou suspensão do CNPJ.
Variações comuns incluem:
- Taxas de adesão falsas de associações empresariais ou sindicatos.
- Notificações falsas de dívidas fiscais ou ações de cobrança judicial.
- Pagamento DAS-MEI clonado comprovantes direcionando fundos para criminosos.
- Cobranças por serviços de registro de empresas, atualização de dados ou formalização do MEI que, na verdade, são gratuitos. por meio dos canais oficiais do governo.
As mensagens geralmente criam uma sensação de urgência, incentivando o pagamento imediato via Pix, boleto ou transferência bancária.
Por que o golpe é eficaz?
Muitos proprietários de pequenas empresas desconhecem todos os requisitos administrativos relacionados ao registro de seus negócios. Criminosos se aproveitam dessa incerteza utilizando documentos com aparência oficial, terminologia jurídica, logotipos governamentais e sites profissionais que parecem legítimos . O medo de perder o CNPJ, de enfrentar consequências legais ou de entrar em situação irregular muitas vezes leva as vítimas a agirem rapidamente, sem verificar as informações.
Como se proteger
Os MEIs podem reduzir o risco seguindo algumas precauções básicas:
- Lembre-se de que a principal obrigação tributária mensal é o pagamento oficial do DAS-MEI..
- Gere guias fiscais somente por meio de plataformas governamentais oficiais..
- Desconfie de mensagens que exigem pagamento imediato..
- Verifique se os sites governamentais terminam com “.gov.br”.
- Verifique o destinatário do pagamento antes de concluir qualquer transação.
- Evite clicar em links recebidos por e-mail, SMS ou conversas do WhatsApp não solicitadas.
O que fazer se você se tornar uma vítima
Se você já efetuou um pagamento:
- Entre em contato com seu banco Denuncie a fraude imediatamente.
- Salve capturas de tela, comprovantes de pagamento, e-mails e mensagens..
- Abra um boletim de ocorrência.
- Monitore o registro da sua empresa e suas contas financeiras em busca de atividades suspeitas.




