O impacto econômico das transformações no “Cracolândia” na área central de São Paulo continua sendo noticiado. Recentemente, o aumento da incidência de roubos de fios e cabos na região central de São Paulo levou a Enel, distribuidora de energia da cidade, a trocar o material usado para fechar bueiros que dão acesso a galerias subterrâneas, onde existem centenas de cabos armazenados.
400 kg de Concreto
As estruturas metálicas estão sendo substituídas por coberturas de concreto de 400 kg que exigem a retirada de um guindaste acoplado a um caminhão. A ocorrência de furto caiu a zero onde foi colocada a nova tampa, que custa o dobro da versão em aço.
Condições de segurança
Desde o início do ano passado, a Enel informou ter trocado cerca de 200 coberturas e a meta é substituir 900 na área central da cidade, principalmente em torno de “Cracolândia”, onde a incidência de furto é maior. Toxicodependentes que frequentam o “Cracolândia” são conhecidos por cometerem diversos tipos de crimes, principalmente furtos, para comprar drogas.
Medidas anteriores
As tampas de concreto foram substituídas depois que um sistema de alarme instalado na entrada das galerias subterrâneas não foi suficiente para conter o aumento dos furtos. A equipe de prevenção de perdas não foi tão rápida quanto os ladrões. Quando chegaram ao local, os cabos já haviam sumido, e os criminosos também.
Roubos
Dados divulgados pela Enel, revelam que entre 2021 e 2023, a empresa perdeu 47 km de fios e cabos em toda a cidade. No primeiros quatro meses de 2023, 3,886 furtos foram registrados em São Paulo. O explosão de roubos de cabos foi verificada pelo em 2022, quando foram registrados 14,168 crimes, que representam mais que o dobro do valor calculado em 2021.
cobre e ferro
Normalmente, criminosos procuram o tanoeiro, material usado para fazer os fios. Além disso, eles também roubam o ferro presente nas grades que protegem o sistema de drenagem de água. Ambos têm alto valor de venda em ferros-velhos.
Outra Empresa Afetada
Outra concessionária de serviços públicos com problemas recorrentes de furtos, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), substituiu 35 tampas de poços, desde janeiro. As trocas custaram R$ 131,000 mil à companhia de abastecimento de água.
Comércio Local
Em março, fontes jornalísticas informaram que pelo menos 23 lojas e outros estabelecimentos fecharam as portas desde o início de 2023 na região da Rua Santa Ifigênia e no bairro Campos Elíseos, no centro de São Paulo. O motivo era o mesmo, a insegurança trazida para novas localidades da área central de São Paulo devido à migração do “Cracolândia”, que se tornou itinerante.
Os dependentes químicos ficavam em uma região específica, a estação Júlio Prestes. Porém, após diversas operações para reprimir a concentração de usuários de drogas ali, eles começaram a circular pela região central da cidade. Agora, esse comportamento se tornou o padrão e trouxe alguns resultados negativos.
Escola Tradicional Fechada
O Liceu Coração de Jesus, em Campos Elíseos, região central de São Paulo, escola fundada há 137 anos, teve que fechar devido ao aumento da insegurança na região central. A escola ficava perto do “Cracolândia”, e sofre há décadas com a falta de segurança, o que tem levado à perda de alunos.
A escola ficava na Alameda Dino Bueno, próximo à Praça Júlio Prestes, área onde os dependentes químicos permaneceram por anos concentrados até começarem a vagar pela região.



