O Exército revisou a portaria que autorizava membros da Polícia Militar e Bombeiros a terem acesso a armas de uso mais restrito, reduzindo o limite de cinco para dois. Em janeiro, o Exército emitiu uma portaria que permitia aos agentes de segurança adquirir até cinco armas restritas, incluindo fuzis, para uso pessoal em todo o país. A portaria foi suspensa dias depois. Com a nova regra, poderão ser adquiridas até quatro armas de fogo, sendo duas de uso restrito e duas de uso permitido. Ao mesmo tempo, a oposição tenta derrubar o decreto de Lula sobre armas.
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Principais Mudanças no Acervo Pessoal de PMs e Bombeiros
– Antes do governo Bolsonaro: Oito armas, sendo seis de uso permitido (duas em cada categoria) e duas de uso restrito;
– Governo Bolsonaro: Oito armas, seis das quais são permitidas e duas são restritas;
– Governo Lula: Quatro armas, das quais até duas são de uso restrito.
Lei Orgânica da Polícia Militar
Além disso, o Governo Lula (PT) já havia sinalizado apoio à aprovação do projeto que estabelece a Lei Orgânica da Polícia Militar, uma das principais reivindicações do grupo de parlamentares que legisla em apoio à indústria de armas, a chamada “Bancada da Bala”. Aprovado em outubro, o texto abre espaço para a politização dos agentes e pode enfraquecer o poder das secretarias estaduais de segurança pública. A lei foi sancionada por Lula em dezembro.
Os movimentos da oposição
A oposição ao governo Lula (PT) na Câmara dos Deputados tenta desbloquear a votação de um projeto de decreto legislativo que visa derrubar o decreto sobre armas editado por Lula no primeiro ano de mandato. O decreto de Lula restringiu o acesso a armas de fogo.
Operação Fogo Amigo
Na terça-feira (21/05), a Polícia Federal realizou a Operação Fogo Amigo, que tem como alvo uma organização criminosa formada por policiais militares baianos e pernambucanos, atiradores esportivos e traficantes de armas e munições. De acordo com as investigações, munições e armas adquiridas legalmente foram desviadas para o Primeiro Comando da Capital (PCC) na Bahia, Pernambuco e Alagoas, através de um esquema fraudulento que envolveu a inserção de informações falsas em sistemas oficiais de controle e fiscalização.
Análise:
As recentes mudanças relacionadas ao controle de armas e munições no Brasil refletem um contexto complexo e dinâmico na segurança pública do país. A revisão da portaria pelo Exército, que reduziu o acesso de policiais militares e bombeiros a armas de uso restrito, demonstra uma tentativa de equilibrar a segurança com a necessidade de impedir o acesso indevido a armas de alto poder de fogo.
Por outro lado, a aprovação da Lei Orgânica da Polícia Militar, apoiada pelo governo Lula, é vista como uma resposta às reivindicações da bancada da bala, mas suscita debates sobre a politização dos agentes e possíveis impactos na autonomia do Estado secretarias de segurança pública.
O movimento da oposição para derrubar o decreto de Lula sobre armas reflecte um conflito político em torno das políticas de controlo de armas, destacando diferenças ideológicas e estratégicas sobre o tema.



