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A disputa por território entre traficantes e milicianos no Morro do Fubá, no bairro Campinho, Zona Norte, afetou a rotina de alunos e funcionários da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques de tal forma que se tornou tema de palestra .
Devido aos constantes tiroteios – que se intensificaram em julho deste ano – a instituição foi obrigado a suspender as aulas em várias ocasiões. A violência na região chegou a tal ponto que a direção da Souza Marques decidiu contratar um profissional de segurança pública para orientar a comunidade acadêmica sobre como agir em situações de risco.
Os alunos que participaram das palestras se comprometeram a ir de sala em sala, repassando o conteúdo para os colegas que não estavam presentes.
Uma das orientações aborda como se comportar durante um tiro: é recomendado que todos os alunos permaneçam sentados no centro da sala, pois há um ângulo, a partir do morro, para que o tiro atinja as janelas ou a parede do corredor. Nos corredores ou em outras partes do prédio, alunos, professores e funcionários devem procurar abrigo atrás de estruturas com materiais resistentes a balas, como paredes de concreto, paredes de tijolos revestidas externamente com concreto e madeira maciça. A orientação é não buscar proteção atrás de portas.



