Implementadas no RJ no Réveillon, câmeras de reconhecimento facial apresentam falhas. Já em operação em 20 estados brasileiros, as câmeras mostraram bom desempenho no reconhecimento de suspeitos em meio à multidão durante o evento. De 31 de dezembro a 04 de janeiro, 4 pessoas foram presas com este sistema. No entanto, pelo menos dois foram detidos injustamente, mostrando que o sistema ainda tem muitas limitações e espaço para melhorias.
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Como esse sistema funciona?
A tecnologia pode reconhecer pessoas e placas de carros. As imagens são enviadas ao CCO da polícia e ao carro de comando em caso de ocorrência de rua. Em seguida, o software vincula as imagens ao banco de dados de garantias.
Caso haja alguma irregularidade, é verificado um alerta, os policiais são informados e vão ao local verificar o suspeito e levá-lo à delegacia para novas verificações. Com esse sistema, já foram flagradas 4 pessoas desde os eventos de Réveillon. Porém, quando as imagens são comparadas com arquivos suspeitos do programa central, o sistema pode mostrar suas limitações.
Um taxista de 64 anos foi preso com ajuda do sistema por não pagar a pensão alimentícia.
O sistema tem limitações
Apesar do potencial do sistema para melhorar o trabalho do policiamento, algumas limitações devem ser melhoradas. Por exemplo, uma mulher presa no dia 3 de janeiro, em Copacabana, após ser identificada como foragida por roubo e associação criminosa, já havia, de fato, cumprido pena de prisão. Seu arquivo não foi atualizado pelo departamento de justiça. Ela permaneceu detida injustamente por 24 horas.
Um argentino, que mora no Brasil desde 2014, foi preso em Copacabana por não cumprir os termos de sua condicional. No entanto, seu caso foi preenchido.
Incidentes semelhantes em outros estados
Sergipe também está implementando um sistema semelhante, mas também enfrentou problemas. Uma mulher em Aracaju, capital, foi presa injustamente duas vezes no mesmo dia durante uma festa de rua, pois o sistema a reconheceu como suspeita.



