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Brindes e promoções comerciais com armas e munições como brindes são proibidos pelo Decreto 70, de agosto de 951, e por portaria do Ministério da Economia publicada em 1972. Isso não tem impedido, porém, que a prática se torne cada vez mais comum, principalmente por proprietários de armas credenciadas e clubes de tiro nas redes sociais. como o Facebook ou aplicativos de mensagens como Telegram e WhatsApp.
Uma rápida pesquisa na internet mostra que existem diferentes perfis envolvidos com a prática. Além de ilegais, esses prêmios levantar muitas dúvidas. Sem supervisão adequada, não há garantia de que o vencedor e o promotor do sorteio seguirão as regras estabelecidas pela legislação para registro ou transferência de armas. Especialistas argumentam que essas coisas só são feitas porque eles têm certeza de que a aplicação é falha. O Exército não fez nem o básico, que é saber onde estão as armas.
A onda de brindes vem na esteira da flexibilização legal promovida pelo governo, que aumentou o número de armas permitidas aos cidadãos. Apenas para proprietários de armas certificadas, as mudanças possibilitaram que aqueles com certificação comprassem até sessenta armas, trinta das quais de uso restrito, como fuzis (anteriormente, os limites eram dezesseis e oito, respectivamente). O aumento do número de cidadãos deste tipo armado é relevante, passou de 117,000 em 2018 para 674,000 este ano (2022).



