A partir de março deste ano (2023), policiais militares (PM) do estado do Rio de Janeiro usarão capacetes balísticos em operações em favelas. No Brasil, o equipamento faz parte dos uniformes do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais para atividades de patrulhamento e também é utilizado por forças especiais de diversas corporações ao redor do mundo, como a US Navy Seals. Na PM do Rio, porém, o uso do aparato para incursões em comunidades é inédito. O primeiro lote de 1,342 capacetes, adquirido por R$ 4.5 milhões, chega em março e será inicialmente será destinado a policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e dos Grupos de Ação Tática (GATs)), pequenos grupos especializados em ataques a unidades convencionais. A meta da corporação, porém, é que, nos próximos anos, todos os policiais que atuam em patrulhamento no estado tenham equipamentos semelhantes resguardados.
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Redução de letalidade
A aquisição de capacetes é um compromisso assumido pela corporação no Plano de Redução da Letalidade Policial encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro de 2022, conforme determinado pela Justiça na ADPF 635, ação que questiona a política de segurança do Rio. Atualmente, na PM, apenas os policiais do Batalhão de Choque usam capacete, mas em situações de controle de tumultos, como manifestações. o novo modelo adquiridos pela corporação, porém, é menor e mais leve, próprio para incursões em favelas. O item também possui um espaço onde câmeras podem ser acopladas à sua frente.



