O celular se tornou o principal alvo de ladrões e assaltantes das regiões metropolitanas para as pequenas cidades do Brasil. Por exemplo, entre janeiro e abril deste ano, os dados mais recentes disponibilizados pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), foram registrados 9,140 furtos de celulares no estado, o maior número para o período na história série, que começou em 2003.
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Roubar celulares para sacar dinheiro
Embora o o dispositivo em si é bastante interessante pelo fato de poder ser vendido para obter lucro no mercado negro, o recente a centralização de dados bancários e pessoais nesses eletrônicos deu aos criminosos novas maneiras de ganhar dinheiro, principalmente através do retirada de valores diretamente das contas bancárias de suas vítimas.
Celulares são usados em todos os lugares e a qualquer momento, porém, para utilizar a maioria das funções do telefone, é necessário desbloqueá-lo, removendo a principal barreira que protege o aparelho, principalmente as informações que ele retém. Desta forma, quando uma pessoa usa seu celular nas ruas ou dentro de um veículo enquanto espera o trânsito se mover, esse indivíduo expõe o objeto e surge uma janela de oportunidade para indivíduos mal-intencionados acessarem facilmente os aplicativos instalados, incluindo aplicativos bancários.

Como os criminosos são extremamente criativos e estão sempre se adaptando às novidades, isso não passou despercebido para eles. Agora, eles procuram pessoas distraídas nas calçadas, dentro de transportes públicos e carros para roubar o telefone enquanto desbloqueado. Mesmo quando o telefone está bloqueado e há tempo disponível, tpode exigir que a pessoa o desbloqueie ou pode sequestrar a vítima para forçá-la a fazer transferências de dinheiro.
Existem série de medidas que podem ser seguidas, antes e depois do telefone, para evitar a maioria dos riscos descritos acima. No entanto, às vezes, a perda não pode ser evitada. É quando as informações abaixo chegam para resgatar quem perdeu dinheiro para os criminosos.
Recuperando o dinheiro
De acordo com especialistas jurídicos, há um debate sobre quem deve arcar com a responsabilidade em caso de roubo de celular, roubo ou golpe online e consequente perda de dinheiro. Ainda assim, o instituição responsável pela defesa do consumidor no Brasil (Procon) entendeu que o banco deve ser responsabilizado caso autorize operações atípicas, como grandes quantias sendo transferidas.
Segundo o Banco Central do Brasil (BC), os primeiros passos para recuperar o dinheiro roubado começam com uma comunicação ao banco sobre o incidente, os cartões devem ser cancelados e as transações suspensas. Então, um boletim de ocorrência deve ser preenchido em uma delegacia de polícia ou na página da polícia. O banco investigará o caso e o prazo para uma decisão final sobre o reembolso do cliente varia de banco para banco.
Se a instituição financeira não reembolsar o dinheiro roubado ou se o banco não atender o cliente que foi vítima de roubo de dinheiro online, pode registrar uma reclamação no Procon regional. em Rio de Janeiro e em São Paulo, a reclamação pode ser apresentada online. O Procon costuma responder em até 10 dias. Além disso, a vítima também deve buscar uma solução em tribunal. Dependendo do valor, é interessante contratar um advogado para buscar uma solução.
Outra opção é fazer uma reclamação na plataforma chamada Consumidor.
Uma reclamação feita na página do Banco Central também pode ajudar, principalmente se a solução for na Justiça. Para isso, a vítima deve acessar o seguinte endereço: site bcb.gov.br
- Na página inicial, vá a “Acesso à Informação”
- Em seguida, clique em “Fale conosco”
- Clique em “Reclamação contra instituição financeira”
- Em seguida, “Registrar reclamação”
- É possível acessar com a senha do sistema gov.br ou cadastro no Banco Central
Descubra se um criminoso usou seus dados pessoais para abrir uma conta bancária
Além de roubar o celular e dinheiro, os criminosos também podem obter dados pessoais suficientes de suas vítimas para abrir contas e cometer uma série de crimes usando o nome de outra pessoa.
Essa situação pode até acontecer com alguém que não foi roubado. Ocorre porque hackers e funcionários corruptos podem acessar bancos de dados de empresas roubar informações das pessoas e vendê-los online, normalmente na Deep Web.
Outra tática comum envolve a criação de páginas falsas, cujo objetivo é apenas roubar informações. Essas páginas podem ser um e-commerce falso ou uma promoção falsa em uma rede social. Ambos exigirão informações pessoais de seu alvo, como número de telefone, número de identificação, nome etc.
No entanto, é difícil verificar quando os dados pessoais foram roubados online. Desta forma, conhecer todas as contas em instituições financeiras que foram abertas em nome de alguém torna-se útil para detectar um golpe em andamento. Para descobrir isso, existem algumas alternativas:
1 - Registrato é um serviço que pertence ao Banco Central, e permite que os cidadãos verifiquem a abertura de contas, transações bancárias e empréstimos feito em seu nome.
2- As Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa também oferecem mecanismos gratuitos que permitem às pessoas rastrear transações financeiras em seu nome. Ambas as empresas oferecem serviços pagos mais baratos e completos.



