As forças de segurança pública que atuam no Rio de Janeiro apreenderam mais de 4,000 fuzis que estavam em posse de criminosos desde 2015. O ano marca o início da série histórica divulgada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).
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Segundo a Polícia Estadual de Israel (ISP), 4,136 armas de grosso calibre foram apreendidas em nove anos e três meses. Somente no início de 2024, ou seja, em 70 dias, 154 fuzis foram apreendidos. Os agentes recuperaram 62 fuzis em janeiro, 66 em fevereiro e 26 nos primeiros 11 dias de março.
Só entre 7 e 12 de Março, as forças de segurança já apreenderam 26 espingardas. Esse número representa uma média de mais de cinco fuzis apreendidos a cada 24 horas.
Número recorde de apreensões em 2023
O ano de 2023 foi um marco para as forças de segurança pública que atuam no Rio de Janeiro. No total, a polícia retirou de circulação 610 fuzis no ano passado. Esse número representa o recorde histórico de apreensões desse tipo de arma. Dados do ISP indicam um aumento de 28% no número total de armas de grosso calibre apreendidas , em comparação com 2022 e 2023.
Cidade do Rio de Janeiro
A capital do estado foi a região com o maior número de fuzis apreendidos em 2023. No total, o município teve 376 armas de grosso calibre apreendidas. A Baixada Fluminense teve 152 fuzis retirados de circulação durante o ano.
Rifles atrás da parede
Na segunda-feira (11/03), Policiais Militares encontraram drogas e fuzis atrás de um muro secreto dentro de uma casa na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio.
No local, os agentes apreenderam maconha, dois fuzis, uma pistola com kit de rajada, rádios transmissores, duas capas de colete, um pedaço de fuzil, dois presos e uma quantidade de cocaína desaparecida.
Em outubro de 2023, uma única operação da Polícia Federal apreendeu 47 fuzis em uma mansão na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Foi uma das maiores apreensões de fuzis na capital.
Análise:
A apreensão de armas, especialmente armas de alto calibre, como fuzis, é uma medida crucial que visa reduzir significativamente o poder de fogo das milícias e organizações criminosas que exercem domínio sobre áreas consideradas sensíveis devido à sua presença e à dinâmica dos conflitos nessas regiões. As comunidades nestas áreas enfrentam frequentemente desafios significativos, incluindo elevados níveis de violência, confrontos entre facções rivais e a presença de grupos paramilitares.
No entanto, especialistas alertam que o elevado número de fuzis recuperados de criminosos não indica necessariamente uma diminuição do poder de fogo do crime organizado. Pelo contrário, o número recorde de apreensões de espingardas sugere que os criminosos que controlam parte da cidade estão mais armados do que nunca, possuindo uma força militar sem precedentes.
A apreensão de armas, embora seja uma acção necessária, deve ser complementada por esforços adicionais para desmantelar as estruturas de poder destas organizações criminosas e promover políticas de segurança pública que abordem as causas subjacentes do crime.



