Um fuzil FAL 7.62 mm foi roubado de um soldado na área do Batalhão de Comando e Serviços Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), berço da oficialidade do Exército, em Resende, Rio de Janeiro, no domingo (12/11).
O comando do batalhão determinou a instauração de um Inquérito Policial Militar para apurar o roubo e identificar os responsáveis. Órgãos de segurança pública auxiliam na investigação e busca da arma.
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Em nota, a Aman informou que os militares do batalhão estão estacionados por questões de segurança durante as investigações, ou seja, estão impedidos de sair da unidade do Exército. O número de soldados estacionados não foi divulgado.
Outro caso
No dia 21 de setembro foram roubadas metralhadoras do Arsenal de Guerra, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Soldados e oficiais estiveram estacionados durante as investigações. Dezenove armas foram recuperadas em áreas de milícias e crime organizado no Rio de Janeiro.
Análise:
A Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro, é uma das mais tradicionais academias brasileiras de formação de combatentes do Exército. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) formou-se na instituição em 1977. Para fins comparativos, segundo o Instituto Sou da Paz, entre janeiro de 2015 e março de 2020, 27 armas do Exército foram furtadas, roubadas ou desviadas no Brasil. O caso não é inédito este ano. Quatro das 21 metralhadoras roubadas de um quartel do Exército na Grande São Paulo em setembro ainda não foram recuperadas. O que mostra que o exército ainda não corrigiu os procedimentos de segurança para evitar outros incidentes como este. Além disso, estas armas roubadas representam um sério risco para a população e para as forças policiais quando estão nas mãos do crime organizado.
Fonte: Folha de S. Paulo



