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A polarização das eleições deste ano e os episódios de violência disseminaram o medo de falar sobre política entre os eleitores . Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, os lugares onde os brasileiros têm mais receio de falar sobre política ou revelar quem é seu candidato à presidência são espaços públicos, o trabalho ou a família. Quase um terço dos eleitores (30%) acredita que conversar sobre o assunto com estranhos na rua ou em outros locais abertos pode causar problemas. Um quarto das pessoas também menciona o local de trabalho (25%) e familiares (24%).
Assédio no Trabalho
Na quarta-feira (19/10), o Ministério Público do Trabalho (MPT) revelou que as denúncias de assédio eleitoral subiram para 706 em todo o país . Até terça-feira, o número era de 447 – um aumento de 58%. O maior número de casos registrados concentra-se na região Sudeste, com 284 ocorrências. Até terça-feira, a região Sul liderava o ranking, mas agora contabiliza 212 ocorrências. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste (118), Centro-Oeste (48) e Norte (44).
O assédio eleitoral é crime e acontece quando um empregador age para coagir, ameaçar ou prometer benefícios para que alguém vote em determinado candidato.
Argumentos e ameaças acaloradas
Na semana passada, vários incidentes envolvendo política foram novamente relatados. No dia 16 de outubro, em Jacareí, interior de São Paulo, uma idosa interrompeu uma missa e discutiu com um padre por acreditar que ele estaria defendendo uma posição política contrária à dela.
Na terça-feira (18/11), a Polícia Federal abriu inquérito para apurar um homem que ameaçou, em vídeo, atirar no ex-presidente Lula (PT) . O homem foi identificado como Valter Lima da Costa e reside em Florianópolis (SC). A investigação foi aberta a pedido do delegado Andrei Passos, chefe de segurança do PT.
Também na terça-feira (18/10), veículos de comunicação publicaram reportagens sobre evangélicos que estavam sendo expulsos de suas congregações após declararem que não votariam na candidatura apoiada por sua igreja.



